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Um pequeno jogo:
Vamos ver quem confessa primeiro.

Eu tenho pecados tão gostosos
E virtudes tão sujas
Não quero contar
Acho que vou sorrir

Não espero que se abra comigo
Não vou fazer o mesmo com você
Por isso vamos jogar
E ver quem é o perdedor

Uma situação de impasse
Uma vontade de fazer o proibido
Eu quero contar o que não devo
Permitir-se seria um erro
Não sei se quero ouvir você perder
Não sei se quero que você ganhe, tampouco

Uma coisa tão complicada vir de um joguinho
Me deixa realmente encabulado e perdido
Quantas palavras você ainda tem?
Eu tenho várias aqui guardadas
Mas elas não gostam da luz
Acho que as deixarei escondidas
Você não gostaria delas
Não de verdade.

Mas por isso mesmo as quer, não é?
Elas são cobertas de limbo
E ainda assim fascinam
São meus segredos sozinhos

Quer que eu seja frágil?
Não, você não gostaria de ganhar
Quer saber, mas apenas porque não o sabe
Palavras, palavras, palavras
Que quer delas afinal?
Sofrer é uma delas
Insiste comigo
Quer realmente ganhar para eu perder, não?
Eu vou contar

Pronto, falei.
Derrotado no meu próprio jogo
Eu vejo suas costas
E é sua sombra que me diz adeus.

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