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- Foto tirada em casa - DF

– Foto tirada em casa – DF

“Escolhas”

Da mais simples partícula estelar até a mais complexa forma de vida, somos todos feitos dos mesmos sins e nãos que formam a ausência ou presença.

Combinam-se, em binários eternos que formam atos completos, as pequenas dispares que nos dizem o que deve, ou não, existir. Somos todos cheios de vazios interiores, espaços imensos e nanoscópicos, entre moléculas e átomos. Mais que isso, dentro disso, o interminável deserto entre um elétron e o núcleo.

Somos inteiros feitos de vazios. Ávidos a sermos preenchidos por aquilo que o eterno ciclo da incerteza não poderá permitir. Queremos saber, ao mesmo tempo, onde estamos e o que somos. Ansiamos por verdades e justificações.

Nossos espaços internos, perfeitos exemplos da dúvida que paira na vida. Heseinberg estava certo. Não podemos precisar medidas simultâneas de nossos atos de mesma classe. As consequências nos escapam.

A vastidão de nossos átomos, entes sozinhos em um microuniverso próprio, pronto a fazer da própria existência sua imagem. A contemplação do todo é idêntica à visão do quântico. Estamos, enfim, em um universo de um átomo só. O problema reside no meio termo.

Paira ainda a incerteza. Como poderemos, nesse macro e microcosmo, saber quem somos, onde estamos e porque existimos. E principalmente, por que somos sozinhos.

Eu não posso responder por você.

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