(Re)Conhecendo a UnB

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Eu me graduei na Universidade Brasília em Direito. E foram anos excepcionais da minha vida. Amei a UnB e me entreguei a ela, vivi minha universidade intensamente. Tão intensamente que me embriaguei nela e, ao me formar, estava com uma terrível ressaca.
Três anos depois, eu voltei. As paredes são as mesmas, mas são outras. Eu sou o mesmo, mas sou outro. E estamos nos conhecendo mais uma vez. E apaixono-me a cada instante, uma vez mais.

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Devora-me

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Em outra vida, um outro momento. Apenas luzes piscam sobre meus olhos e não consigo discernir o fim do túnel da imensidão de sua passagem. Seria esse o túnel de fato? Percorro um nada constante, sem paredes, teto ou piso. Mas há de ser um túnel, pois há luz em seu final. Há luz em seu final, ou será apenas uma alucinação causada pelo peso opressor do nada? Continuar lendo

Dois de Espadas

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Gabriel andava pelas ruas escuras, esperando por algo extraordinário. Já era quase madrugada e perdera o último ônibus.

A noite estava gelada e seca, como sempre era nessa época do ano. O pouco vento que conseguia atravessar as fendas entre os velhos prédios pichados o fazia se encolher, aconchegando-se no agasalho, na esperança de se sentir um pouco mais quente. Nas entradas dos muitos prédios abandonados na rua em que caminhava, havia cartazes com sinais de proibido entrar e de condenados à demolição. Alguns estavam condenados há décadas, outros foram fechados na última crise. Poderia demorar anos para que fossem demolidos, ou talvez nunca acontecesse. Eram também o lar de várias famílias sem qualquer outra alternativa, de mendigos e vagabundos. Continuar lendo

Passeio

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Foto tirada no Complexo de Cultura Nacional

Foto tirada no Complexo de Cultura Nacional, em Brasília-DF

Eu sou um apaixonado por Brasília.

Cheguei na cidade há praticamente onze anos (meu aniversário como Brasiliense é em 25 de setembro. E cheguei aqui em 2004) e fiquei. Formei em Direito, advoguei, entrei no mestrado e agora estou aqui, vivendo de novo vida de estudante.

Um dos hábitos que tive por muitos anos aqui – e, infelizmente, perdi – era andar com minha câmera fotográfica compacta no bolso. Continuar lendo

Precipícios favoritos

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28 de fevereiro de algum tempo de minha vida, diretamente de um sonho perdido.

Eu não tenho o pulso da morte. Não me talho na repetição dos acasos ou quero segurança na minha vida. E sempre preferi me jogar nos precipícios para saber quão fundos são. Para mim não há nada mais enfadonho, mais mortal, mais terrível do que esta ignóbil rotina. Continuar lendo

Carta

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02 de Dezembro de 2010 / 15 de junho de 2015

Algumas vezes, não se trata mais de quem está certo ou errado.

Não que isso deixe de ter sua importância, apenas se torna secundário.
Faz muito tempo que não escrevo aqui. Aconteceu tanta coisa, que fica complicado dizer tudo. Acho também que, no final, não faz muita diferença contar as coisas concretas. Aqueles que as conhecem, ao ler entenderão. Aqueles que delas desconhecem, compreenderão melhor enquanto me mantiver no abstrato.

Eu acredito em destino. Verdade mesmo, acho que algumas coisas, bem poucas delas, eram para ser. O destino, para mim, não é algo que está toda hora observando e acontecendo. Encontrar-se com o seu destino é encontrar algo frágil. É uma gota de chuva no deserto, e não no mar, como a maioria daqueles que acreditam em destino acham que ele é. Não, o destino é algo raro, um evento único. Continuar lendo